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Desconhecido por mim até folhear uma antiga revista de decoração americana chez moi, Koloman Moser foi um expoente do art nouveau vienense. Decorador, designer de móveis e objetos, ilustrador, pintor, fez jóias, selos, molduras de quadros e cuidou da arte gráfica do jornal Ver Sacrum. Provavelmente fez mais que isso.
Movimento artístico batizado com tantos nomes diferentes, (liberty, modern style, secessão, jugendstil, style métro, style nouille, modernista, iate e floral), o art nouveau representou o rompimento, definitivo, do estilo histórico que o precedeu. Havia um quê de futurismo e realidade. Por isso tantos termos aplicados a ele contem referências à modernidade, à inovação e à juventude.

Rejeitaram o naturalismo e com ele, brigaram. Mas não é que não gostassem da natureza; eles a idolatravam na verdade. Simplesmente achavam que não deviam copiá-la, e sim ir mais fundo, buscando o processo de criação da própria natureza. Por isso as formas fluidas e linhas entrelaçadas tão características do art nouveau.


Moser fez parte da Secessão de Viena junto com o grupo de Klimt e dela separou-se mais tarde; junto com seu amigo Josef Hoffmann fundou o Wiener Werkstätte, um estúdio que viabilizaria o projeto de ambos e de onde também sairia alguns anos depois.

Tido em alta conta pela sociedade vienense, principalmente pelas mulheres, ele pensava no mínimo detalhe até a concepção final de uma casa, de um tecido, uma estampa, a uma jóia, vaso, cinzeiro ou painel. Uma beldade recém casada que foi pintada por Klimt, Margaret Stonborough-Wittengenstein, chegou a afirmar na época que o apartamento do casal “é a coisa mais linda que se possa imaginar e extremamente aconchegante.”

5 Comentários até o momento
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Interessante …
Comentário por Marcel 14/07/2010 @ 02:05Oioi Flavinha,
Não tenho toda essa cultura que você possui, mas trazendo para meu mundinho e mal comparando, ele me parece o Hanz Donner de hoje em dia. Sobre a disposição visual do texto que você estava querendo ajuda, nem precisou ficou bem legal.
Beijos
Comentário por Instantesepensamentos 14/07/2010 @ 02:05super interessante, eu nao conhecia!
Comentário por david 14/07/2010 @ 02:05bjks
adorei a luminária, ihihi seu personagem foi contemporâneo, na Áustria, da família Mautner, que nos deu, já em solo carioca, o poeta Jorge, autor de delícias como O Vampiro e Maracatu Atômico… puro art nouveau… beijo!
Comentário por Roberto Pepino 15/07/2010 @ 02:05E pensar que a luminária data de 1903, me deixa estupefata.
Comentário por flávia magalhães 15/07/2010 @ 02:05E não há algo de delicado ali? Quase feminino?
Beijo!