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Desconhecido por mim até folhear uma antiga revista de decoração americana chez moi, Koloman Moser foi um expoente do art nouveau vienense. Decorador, designer de móveis e objetos, ilustrador, pintor, fez jóias, selos, molduras de quadros e cuidou da arte gráfica do jornal Ver Sacrum. Provavelmente fez mais que isso.
Movimento artístico batizado com tantos nomes diferentes, (liberty, modern style, secessão, jugendstil, style métro, style nouille, modernista, iate e floral), o art nouveau representou o rompimento, definitivo, do estilo histórico que o precedeu. Havia um quê de futurismo e realidade. Por isso tantos termos aplicados a ele contem referências à modernidade, à inovação e à juventude.

Rejeitaram o naturalismo e com ele, brigaram. Mas não é que não gostassem da natureza; eles a idolatravam na verdade. Simplesmente achavam que não deviam copiá-la, e sim ir mais fundo, buscando o processo de criação da própria natureza. Por isso as formas fluidas e linhas entrelaçadas tão características do art nouveau.


Moser fez parte da Secessão de Viena junto com o grupo de Klimt e dela separou-se mais tarde; junto com seu amigo Josef Hoffmann fundou o Wiener Werkstätte, um estúdio que viabilizaria o projeto de ambos e de onde também sairia alguns anos depois.

Tido em alta conta pela sociedade vienense, principalmente pelas mulheres, ele pensava no mínimo detalhe até a concepção final de uma casa, de um tecido, uma estampa, a uma jóia, vaso, cinzeiro ou painel. Uma beldade recém casada que foi pintada por Klimt, Margaret Stonborough-Wittengenstein, chegou a afirmar na época que o apartamento do casal “é a coisa mais linda que se possa imaginar e extremamente aconchegante.”
