Marvellous/e-escritos


questões de ordem internacional
24/05/2010, 02:05
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           Uma mulher em TPM e um homem também.

           TPM, irritada, e sem vontade de comer nada magnífico. 

           Como foi?

           Depois de muito conversar, e estados levemente depressivos, Dav acha que a solução se encontra no brigadeiro da padaria da esquina. “Um minuto, já volto”, ele diz sério.

           Após chateações corriqueiras com os próximos, decidimos resolver nosso futuro avant-Corpus Christi, enquanto outra amiga insisti numa viagem celebração Corpus Christi.

           David tem a brilhante idéia de ir para Bogotá. Aprovado no mesmo segundo mas sem exaltação, até porque esperava pelo meu aval superior, a Mama. Enquanto ele já traçava um trajeto paralelo onde me incluiria sem a devida permissão com um amigo do outro lado. 

           Rotas, passagens, trechos, milhas, MSN, guerra nas estrelas. Depois de me informar de toda epopéia traçada, ele finaliza: “Vou sábado para Montevideo, volto terça para Buenos, encontro você e ficamos em albergue. Ok? O que achas? Porque você só pode ir pra lá terça mesmo, né?”

           Com os sentimentos de uma criança que teve, no meu caso, o Falcon roubado, foi como eu fiquei.

            “Você desistiu de Bogotá?”

            Varias desculpas, milhas, passagens, rotas, guerra nas estrelas.

            “Então, porque veja, no mesmo avião não vai dar pra ir de qualquer forma porque minhas passagens são de milhas entendeu?”

            “E Bogotá não tem?”

            “Entao Bogotá é uma ideia também, mas aí já falei com o Fabio de Montevideo e Punta del Leste…”

            “Humm.”

            “E eu queria passar uns dias em Buenos também né…. você não quer Argentina?”

            Sentindo o claro boicote a Bogotá, ele vai mudando de assunto e tenta me dispersar.

            “Achei bem bom os banheiros, o que acha?”

            Sem dúvida que instalações desse tipo são importantes em qualquer viagem; eu jamais menosprezaria banheiros e suas respectivas tomadas.

            Obstinada em minha missão,  eu tento persuadi-lo mostrando quanta coisa há na Colômbia depois dele dizer que não havia tanta coisa assim para se fazer por lá.

            “Colômbia: ônibus antropológico leva a praia discreta.” “Museu Botero.” “Olha que bonitinho esses albergues, ouve só a música!” “É exótico Dav! É tão américa latina! Muitas fotos lindas! Várias delas! Você não pode ir para lá na terça?”

            “Mas eu já confirmei com o Fábio! Bogotá é muito mais caro!”  

            “Agora fiquei com Bogotá na cabeça! Por que você foi falar disso? Por que? Por que? Por que? Culpa sua!”

            “Para de ser menina má! Você tá me deixando louco!” 

            Ele me convence pelas tarifas, mas voando essas tarifas eu passaria o dia no avião. Ia acordar e jurar estar no velho continente e arriscaria um francês qualquer, moi.

           Depois de ser acusada pelo meu amigo de querer ir pro narcotráfico, depois de mais de três horas discutindo rotas pelo msn, minha cuca fundiu e disse adeus!, amanhã continuamos, que tal?

            “Ta bom! Vamos só recapitular?”

            “Não! Quero inclusive dormir. Adeus.”

            “Adeus é muito forte! Até amanhã!”



ben allison.
14/05/2010, 02:05
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   A pedidos, voilà. Faixas “Respiration” e “Fred” do cd ‘Think Free’. (homenagem a.)

  .

 



é só mais um
14/05/2010, 02:05
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           Vícios são eternos problemas da humanidade. Enquanto eles durem. São uma infinidade. Uma questão já levantada nesse espaço são os jogos do facebook. Este que, por si só, já se constitui um vício.

           Meu amigo David confessou outro dia estar viciado num chamado tetris. Eu o acalmei e o lembrei que também sou viciada em farmville. Para mim é realmente um exercício de construção, arquitetura e decoração, os arquitetos que me perdoem, mas é. Consigo identificar onde tenho mais facilidade para elaborar uma determinada parte da fazenda ou onde fico meio obstruída, bloqueada. Como já relatei aqui, só me interesso por itens especiais ou que deem retorno financeiro. Fico indignada quando ganho uma galinha. Tanta coisa legal para presentear os amigos e você recebe uma galinha??? Da branca mesmo, só tenho uma, afinal trata-se de uma fazenda. Nunca gostei de frango e sequer como carne.

            De todo modo, o David diz que trabalha e pensa: “Tetris…Oh!” Visualizei o tetris em forma de fantasma assustando o querido Dovid, ou como um encosto, que não o deixa em paz…

            Uma boa polêmica foi travada outro dia por minha amiga Joana no facebook: “Abaixo os pentelhos que repreendem os fazendeiros virtuais. Porra, quem não tem tempo à toa??? ah eles são sempre muuito ocupados. Tem gente que tem tempo pra encher o ouvido dos outros de besteira, pra fofocar dos outros, mandar e-mail idiota, ver foto escondido de ex e fala mal de quem tem farmville!”

             Não é a mais pura verdade? Que chatice esse povo! E quem nunca jogou Atari, Game Boy, Nintendo, Wii?  

             Vários comentários de apoio, teses, vocabulário de inglês mais rico, isso e aquilo, com a exceção de um sujeito que lembrou que pessoas passam fome. Rapidamente limado por minha amiga, que devolve-lhe a pergunta: “ ah é, e o que você faz por elas?” Tenho até vergonha alheia…mas lembro vocês que poker online também se constitui um vício.  

             Eu sugeri à querida Melina, grande apoiadora da causa, a criação de uma página dedicada à nossa farm em virtude dessa opressão toda. Já Dav sugeriu a criação de uma corrente para nos libertarmos disso. Mas ele rapidamente voltou atrás e perguntou se havia um sindicato de jogadores de Tetris. E eu perguntei como se chamavam os jogadores disso. Resumindo, antes de nos libertarmos, vamos seqüestrar Ben Allison em NY. Quem quiser, junte-se a nós. Depois tratamos de vícios.          

 

               




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